Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

ABUSO - Saco de gatos ... ou gatunos ?

 
" ... no dia seguinte o Moro prende todos eles
se o projeto não for aprovado. "
 
 
OS BANDIDOS DE BRASÍLIA
MONTARAM UMA ESPÉCIE DE BUNKER
NO  CONGRESSO
 
PRECISAMOS REAGIR
 
Hoje será votado o projeto sobre abuso de autoridade.  Só não sei que autoridade seria essa. 
Autoridade de uns sujeitinhos
que não têm nem merecem o respeito do povo.
 
 
"Bastante irritado com os críticos, o relator no Senado do projeto que torna mais rigorosas as penas por abuso de autoridade, Roberto Requião (PMDB-PR), aceitou flexibilizar o artigo que tratava da possibilidade do acusado processar pessoalmente magistrados e investigadores. Ainda assim, Requião assegurou que não vai ceder em outro ponto polêmico da proposta, que cria o chamado crime de interpretação. O texto de Requião deve ser votado nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
 
 
O presidente da CCJ, senador Edison Lobão (PMDB-MA)   acredita que o parecer de Requião será aprovado, sem novos adiamentos. Como está em regime de urgência, a votação no plenário do Senado poderia ocorrer ainda hoje. EDSON LOBÃO  JÁ DEVERIA ESTAR ENCARCERADO HÁ MUITO TEMPO  E AINDA POSA COMO PRESIDENTE DO CCJ .  ISSO É QUE É "TERRA DE NINGUÉM"!
 
— Acho que aprova amanhã (hoje). Já demorou demais, já se discutiu muito — disse Lobão.
 
O ponto que Requião aceitou mudar é considerado importante por investigadores. Apesar de no artigo o acusado continuar podendo representar contra o magistrado ou promotor, o relator alterou seu parecer e adotou o mesmo texto do Código de Processo Penal (CPP), que só autoriza esse tipo de ação privada caso o Ministério Público não se posicione após uma solicitação de quem se considera vítima.
 
— Pelo novo texto, que é idêntico ao CPP, quando o Ministério Público não tomar providência, a parte que se considerar injustiçada tem seis meses para entrar com uma ação privada. Isso vai acabar com a possibilidade de uma enxurrada de ações — disse Requião.
 
Requião atacou duramente os senadores do PSDB. O partido se reuniu ontem e definiu que só apoiará o texto se o relator acatar uma emenda do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) que retira totalmente a possibilidade de punição por crime de hermenêutica (ou de interpretação), o ponto que procuradores e juízes dizem ser um tiro mortal na Operação Lava-Jato. A decisão foi tomada em reunião da bancada.
 
— Eu acredito que vota amanhã. Só vemos um problema na questão da hermenêutica, que vamos defender que seja retirada — disse o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG).
 
Requião afirma que não vai aderir à tese dos tucanos.
— Não vou aprovar emenda nenhuma do PSDB. Vão a p.q.p.! Que votem contra, e no dia seguinte o Moro prende todos eles se o projeto não for aprovado. Não é possível que o juiz faça a interpretação fora da lei. Eu fiz a minha parte.
 
Estou de saco cheio! Queria que esse povo do PSDB todo estivesse em prisão provisória, aí queria ver se estariam criticando o relatóriodisparou Requião.
 
A posição do PSDB também irritou senadores petistas. O ex-líder Humberto Costa (PE) acusa os tucanos de não “botarem a cara” na CCJ para defender e votar o projeto de abuso de autoridade, apesar de, segundo ele, estarem torcendo para ser aprovado.
 
— Essa galera toda está torcendo para o projeto ser aprovado, mas ninguém vai lá comissão botar a cara. Um bando de fariseus. Vamos ver amanhã — atacou Humberto Costa. 
 
 
“MORO TEM QUE TROCAR A ERVA"
Apesar do tom elevado com os colegas tucanos, as reações mais duras se voltaram contra o juiz Sergio Moro, que criticou o relatório em artigo publicado ontem no GLOBO. No artigo, o juiz da Lava-Jato diz que o relatório de Requião afeta a independência das cortes de Justiça. Moro também destacou que ninguém é favorável ao abuso de autoridade, mas que é necessário que a lei contenha salvaguardas expressas para prevenir a punição do juiz — e igualmente de outros agentes envolvidos na aplicação da lei, policiais e promotores — pelo simples fato de agir contrariamente aos interesses dos poderosos. Requião disse que a vaidade de Moro estaria se sobrepondo à racionalidade.
 
— Moro tem que trocar a erva. Está fumando charuto com erva estragada e está fora do juízo. É uma piada. Achei absolutamente irracionais os argumentos usados por ele. Para ele, o juiz não precisa mais ter relação com o texto da lei. No artigo Moro não disse a verdade. Assumiu uma posição corporativista. O juiz não pode ter essa liberdade toda que ele quer. Esses caras fazem concurso e acham que são Deus. O Moro tem certeza que é Deus — reagiu o relator.
 
Sergio Moro não comentou as declarações do relator.

 
 

 



 

 
 

Adiamento X Evento

 

PT quer transformar em evento

depoimento de L--- ao juiz Sérgio Moro

Partido considera que pedido de adiamento é

tentativa de esvaziar o ato

 
 
De um lado está o Partido dito dos Trabalhadores, que gostaria de ver o depoimento de seu guru transformado em um evento, de outro está o Juiz Sérgio Moro que, muito espertamente, adiou a data para o dia 10, embora estivesse incialmente marcada para o dia 3.
 
 
"— É como uma festa de casamento:
você se organiza para uma data, compra passagem,
e, se a data muda, você diz que não vai mais
 — disse um petista."
 
Quem é mais esperto?
O guru ou SÉRGIO MORO ?
 

Esse adiamento serviu não apenas para amenizar os ânimos petistas, mas serviu também para mostrar aos mais espertos que nem todo brasileiro é um asno. 
 

SUGESTÃO:

Quando vier alguém,  acatado e temido  por outras pessoas, ao ponto de se considerar imbatível, o encare e fale mais alto que ele.  Caso você  se mostre mais um ser acuado, ele  crescerá ainda mais.  Caso você reaja, ele verá sua verdadeira insignificância.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Árvore boa – Rômulo Bini Pereira



“Quando cortam uma árvore boa e não arrancam suas raízes, brotos teimosos vão nascer sempre no que sobrou do tronco a dizerem que ela pode ressurgir e ficar mais alta, porque a sua seiva não se extinguiu e nem se extinguirá!”  (Carmelo Regis)
 

A Revolução Democrática de 31 de Março completa 50 anos este ano e já se observa elevado número de reportagens e artigos sobre esse fato histórico. Nesse diapasão, nas esferas federal, estaduais e até municipais avultam as diversas Comissões da Verdade criadas no País, a levantarem fatos que vão repercutir na opinião pública com uma visão num só sentido. Seu escopo maior é denegrir o fato histórico, cujo combustível veio do coração nacionalista do povo brasileiro no limiar do outono de 1964. Ao passo que os crimes cometidos pelas esquerdas radicais são nefanda e irresponsavelmente acobertados por essas comissões.

A atual “presidenta” da República, que participou ativamente da luta armada, em recente visita à paradisíaca Ilha de Cuba demonstrou ao mundo sua prestimosa submissão ao líder comunista Fidel Castro. Esse seu ato mostra que, se a revolução não fosse vitoriosa, estaríamos sob a vigência de uma “democracia sanguinária”, semelhante à que ainda escraviza e aterroriza o povo cubano.

Após 30 anos da Nova República e de cinco governos civis, notam-se análises negativas quanto ao presente e ao futuro do Brasil. Os três Poderes da República, base de todo regime democrático, vivem hoje momentos sensíveis e preocupantes – corrupção e mordomias em todos os seus níveis.

O Legislativo é a instituição mais desacreditada, segundo pesquisas confiáveis. Legisla quase sempre em favor dos direitos, mas nem sempre se lembra dos deveres. O interesse nacional é secundário e, em consequência, temas de capital importância para o Brasil são postergados, só pelo simples fato de que podem trazer reflexos indesejados nas urnas.

O Judiciário passou a ser a esperança dos brasileiros por ter-se sobressaído sobremaneira no processo conhecido como mensalão, conduzido pela Suprema Corte. Esta, em seus debates, demonstrou, entretanto, que há áreas de atritos de cunho ideológico e partidário entre seus membros. Não fossem a morosidade no julgar e os longos trâmites nos processos jurídicos, seu conceito seria mais positivo.

O Executivo passa por sérias dificuldades, pois a “presidenta” demonstra ser incapaz de governar com seriedade, equilíbrio e competência. Diante de qualquer obstáculo, convoca especialistas em propaganda e marqueteiros para que façam diminuir ou mascarar os pontos negativos que poderão surgir, pois só o que ela e seu partido querem é conseguir a reeleição. Em relação à política externa, o anseio do governo é fazer o Brasil ter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. e isso está afastado. Nosso país está sendo ridicularizado em todo o mundo por tantos escândalos. País assim não pode postular distinção de tamanha expressão mundial.

Nos dias atuais o País vive momentos conturbados, que se vêm agravando desde os surpreendentes movimentos populares de junho de 2013. A Copa do Mundo traz efetivas preocupações ao povo brasileiro.

 

 

Manifestações ininterruptas conduzidas por vândalos transformaram algumas cidades, principalmente as capitais, em verdadeiras praças de guerra. Os “rolezinhos”, já bastante disseminados, trazem em seu bojo indícios de luta de classes. A criminalidade já é endêmica entre nós e isso faz com que não mais sejamos vistos como um povo pacífico e cordato. Nossos índices de crimes anuais já atingem a cifra de 50 mil mortos/ano, próximos aos de países onde há guerra civil.

As autoridades constituídas pouco fazem para reverter essa situação. Propalam promessas vãs, são incompetentes, demonstram desinteresse e má-fé. Seu aparato policial está sempre pressionado, pois suas ações são consideradas agressivas. As soluções não surgem e o País vive uma situação de descalabro político e moral, com manifestos sinais de incipiente desobediência civil. É essa a democracia que desejamos?

Finalmente, um enorme paradoxo. As Forças Armadas continuam sendo a instituição de maior credibilidade no País, e isso é se deve não apenas à eficiência, à noção de responsabilidade, ao trato da coisa pública, mas, sobretudo, aos valores morais que são cultivados em todos os seus escalões. A honestidade, a probidade, a disciplina e o empenho no cumprimento da missão são algumas virtudes que norteiam as Forças Armadas e que deveriam também ser exercidas pelos diversos mandatários dos governos de nosso país. O que, infelizmente, não ocorre.

Na área militar nota-se ainda repulsa aos atos das citadas comissões. Ela é flagrante, crescente e de silenciosa revolta. Pensam que os integrantes das Forças Armadas – quietos, calados e parecendo subservientes – assistem passivamente aos acontecimentos atuais com sua consciência adormecida. Não é bem isso que está acontecendo!

As esquerdas sempre alardeiam que os “militares de hoje” não são como “os de 1964″. Sem dúvida! Aqueles, mais preparados cultural e profissionalmente e mais informados que estes, mantêm, contudo, bem viva a mesma chama que seus predecessores possuíam e lhes legaram: o amor à liberdade, aos princípios democráticos, à instituição e ao Brasil. Também não aceitarão e, se necessário, confrontarão regimes que ideólogos gramscistas queiram impor à sociedade brasileira, preconizados pelo Foro de São Paulo, órgão orientador do partido que nos governa e de alguns países da América do Sul que se dizem democratas.

Mesmo sendo vilipendiada, devemos saudar a Revolução Democrática. É voz geral entre os esquerdistas que 64 jamais será esquecido. Ótimo, nós, civis e militares que a apoiamos, também não a esqueceremos. A Revolução de 1964 será sempre uma “árvore boa”!

Publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 19 de fevereiro de 2014

A decepção dos ingênuos - ESTADÃO


 
  A corrupção só atingiu o nível atual
em razão da expansão estatal promovida por L---

 
Levou mais de uma década, mas finalmente alguns dos simpatizantes petistas que morriam de amores por L... I. S.... começam a perceber que seu guru talvez não seja, como diz, a “viva alma mais honesta deste país”. Intelectuais que ainda festejam o chefão do PT como o mágico que, da noite para o dia, “fez o pobre viajar de avião” e “o filho da empregada entrar na universidade” estão sendo obrigados a admitir uma certa decepção com L---, especialmente depois dos depoimentos da Lava Jato que expuseram as relações promíscuas entre ele e os principais empreiteiros do Brasil.
 
É espantoso que pessoas com relativo preparo acadêmico tenham demorado tanto para perceber aquilo que a maior parte dos brasileiros, inclusive os de poucos estudos, já sabe pelo menos desde 2005, quando estourou o escândalo do mensalão. Já naquela oportunidade foi necessário um grande esforço de negação da realidade para não admitir que o PT não tinha a pureza ética que apregoava ter. Também era necessária uma boa dose de ingenuidade para acreditar em L--- quando ele dizia nada saber sobre a compra de parlamentares em troca de apoio no Congresso e alegava ter sido “traído”. 
 
Nem mesmo a prisão de alguns dos principais companheiros de L--- em razão do escândalo foi capaz de despertar a consciência desses intelectuais. Eles passaram, pelo contrário, a dizer que José Dirceu e os tesoureiros petistas colocados na cadeia eram “guerreiros do povo brasileiro” e “presos políticos”. E passaram a cerrar fileiras com L--- na tarefa de convencer os brasileiros de que o mensalão não havia sequer existido.
 
Veio então a Lava Jato, que desmontou o espetacular esquema de corrupção do PT e de seus associados para dilapidar o Estado. O mensalão havia sido apenas um ensaio do grande assalto. Quase nenhuma área importante da máquina pública ficou imune à pilhagem. Como resultado, mais petistas foram para a cadeia e começaram a surgir informações de que L--- talvez tivesse sido beneficiado pessoalmente pelo propinoduto.
 
Foi o bastante para que uma onda de indignação tomasse intelectuais e artistas, empenhados em assinar diversos manifestos em desagravo a seu grande líder. A acusação, invariavelmente, era de que a “República de Curitiba”, em referência à força-tarefa da Lava Jato, só tinha um objetivo: alijar L--- da corrida presidencial de 2018, para impedir a volta do projeto “popular” de governo depois do “golpe” que derrubou a presidente Dilma Rousseff. O último manifesto dessa turma, aliás, dizia que foi L--- quem “deu significado substantivo e autêntico à democracia brasileira” e que somente ele seria capaz de “garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”.
 
Enquanto isso, mais e mais evidências de que L--- recebeu favores de empreiteiros desafiavam a versão segundo a qual as suspeitas que pesavam sobre o petista eram apenas parte de um novo “golpe”. Veio então o depoimento de Emílio Odebrecht, patriarca da empreiteira que leva o nome da família, que contou detalhes sobre seu relacionamento com L--- desde os anos 70.
 
A revelação de que é antiga, calorosa e proveitosa a relação de L-- com a empreiteira que está no centro do maior escândalo de corrupção da história brasileira parece ter sido demais mesmo para os mais dedicados lulistas. Alguns já anunciaram ruptura total; outros apenas ensaiam um discurso para salvar as aparências depois de décadas reverenciando o mito agora questionado. Estes últimos dizem que estão decepcionados com L--- porque ele se deixou levar pelas benesses do poder, mas ainda defendem o petista como o “melhor presidente” do País por seu espírito estatizante.
 
Ora, não é preciso ser um grande pensador para saber que a corrupção que tanto decepciona esses intelectuais só atingiu o atual nível em razão justamente da expansão da máquina estatal promovida por L---. Quanto maior o Estado, maiores as oportunidades de assaltá-lo – especialmente quando se tem na Presidência alguém que, como L---, não diferencia o público do privado.



 

Independência judicial e abuso de autoridade, por Sergio Moro

 
 
As Cortes de Justiça precisam ser independentes. Necessário assegurar que os julgamentos estejam vinculados apenas às leis e às provas e que sejam insensíveis a interesses especiais ou à influência dos poderosos.

A independência dos juízes tem uma longa história. Na Idade Média, os juízes do rei se impuseram, inicialmente, às Cortes locais, estas mais suscetíveis às influências indevidas nos julgamentos.

Sucessivamente, os juízes se tornaram independentes do próprio rei e, posteriormente, daqueles que o substituíram no exercício do poder central, o executivo ou o parlamento.
 
Nos Estados Unidos, a independência judicial foi definitivamente afirmada ainda no ano de 1805 com o fracasso da tentativa de impeachment do juiz Samuel Chase da Suprema Corte. O impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados, mas foi rejeitado no Senado. Tratava-se de tentativa do então presidente Thomas Jefferson, notável por outras realizações, de obter domínio político sobre a Suprema Corte. O célebre John Marshall, então juiz presidente da Suprema Corte, afirmou, sobre o episódio, que o impeachment tinha por base o equivocado entendimento de que a adoção por um juiz de uma interpretação jurídica contrária à legislatura tornaria-o suscetível ao impeachment. A recusa do Senado, mesmo pressionado pela Presidência, em aprovar o impeachment propiciou as bases da tradição de forte independência das Cortes norte-americanas e que é uma das causas da vitalidade da democracia e da economia daquele país.
 
No Brasil, a independência das Cortes de Justiça é resultado de uma longa construção, trabalho não de um, mas de muitos.

Seria, porém, injustiça não reconhecer a importância singular de Rui Barbosa nessa construção.
 
Rui Barbosa é um dos pais fundadores da República. Foi o maior jurista e o mais importante advogado brasileiro. De negativo em sua história, apenas o seu envolvimento na política econômica do encilhamento, a confirmar o ditado de que bons juristas são péssimos economistas e vice-versa.
 
Rui Barbosa assumiu a defesa, no final do século XIX, do juiz Alcides de Mendonça Lima, do Rio Grande do Sul. O juiz, ao presidir julgamento pelo júri, recusou-se a aplicar lei estadual que eliminava o voto secreto dos jurados, colocando estes a mercê das pressões políticas locais.
 
O então presidente do Rio Grande do Sul, Júlio de Castilhos, contrariado, solicitou que fosse apurada a responsabilidade do “juiz delinquente e faccioso”. O tribunal gaúcho culminou por condená-lo por crime de abuso de autoridade. 
 
Rui Barbosa levou o caso até o Supremo Tribunal Federal, através da Revisão Criminal nº 215.
 
Produziu, então, um dos escritos mais célebres do Direito brasileiro, “O Jury e a responsabilidade penal dos juízes”, no qual defendeu a independência dos jurados e dos juízes. Argumentou que um juiz não poderia ser punido por adotar uma interpretação da lei segundo a sua livre consciência. Com a sua insuperável retórica, afirmou que a criminalização da interpretação do Direito, o assim chamado crime de hermenêutica, “fará da toga a mais humilde das profissões servis”. Argumentou que submeter o julgador à sanção criminal por conta de suas interpretações representaria a sua submissão “aos interesses dos poderosos” e substituiria “a consciência pessoal do magistrado, base de toda a confiança na judicatura”, pelo temor que “dissolve o homem em escravo”. Ressaltou que não fazia defesa unicamente do juiz processado, mas da própria independência da magistratura, “alma e nervo da Liberdade”.
 
O Supremo Tribunal Federal acolheu o recurso e reformou a condenação, isso ainda nos primórdios da República, no distante ano de 1897.
 
Desde então sepultada entre nós a criminalização da hermenêutica, passo fundamental na construção de um Judiciário independente.


 
 

 
 
 
 

TEMOS QUE "TEMER" O TEMER? - Enio Mainardi

 
25 de abril de 2016 ·


TEMOS QUE "TEMER" O TEMER?
 
 
Claro que não estou feliz com isso de ter que engolir o Temer - igual purgante. Afinal, ele foi sócio da máfia do pt, se esgueirando pelos cantos e fugindo de também ser responsável pelo aviltamento da política no Brasil. Ele fez parte importante no esquema que nos apequenou, assaltou, mentindo - e deixando que fôssemos vítimas do engodo representado pelo pt + pmdb. Foi cúmplice. ...
 

 Mas, que fatalidade! temos que nos conformar e continuar lutando para derrubar o pt do poder. E levar o Temer para um governo provisório por 2 anos até a próxima eleição. 
 

Sei disso. Mas, atenção: isso não deve anular nosso senso crítico. O contrário, aliás. Temos é que nos manter afiados e em vigília, para não sermos otários outra vez. 
 

 Já chegou toda a vigarice do pt, certo
VIGARICE E INCOMPETÊNCIA, POIS ATÉ PARA SER 'LADRÃO' É PRECISO SER COMPETENTE
 

Tem uma historinha que conta assim: "Entrei numa rua e caí num buraco. Azar, acho. Entrei na rua de novo e cai outra vez. Digo: acho que é coincidência. Caí a terceira vez e aí resolvo: não passo mais por essa rua."
 
 

 

Verborragia e auto-idolatria


"Eu queria dizer uma coisa de coração pra vocês:
 esse país está desgovernado.
Esse país não precisa ter
uma pessoa ocupando um cargo indevidamente ...
 
 
Parece até que o ex-presidente estava falando de si mesmo,
o irresponsável que destruiu nosso país.
Mas logo quem nunca respeitou nem quem sempre acreditou nele foi capaz de disser isso! 
Vá ser cara-de-pau assim no PT que o pariu !
 
 
Para comprovar que quem estava fazendo campanha era ele mesmo disse ainda  estar "com muita vontade de brigar", sendo que a eterna vontade de brigar sempre foi uma de suas características. 
 
 
 
Em outra parte de sua verborragia, ele disse:
 
"Esse país tem que ser governado por alguém que saiba cuidar de 204 milhões de pessoas neste país que precisam ser cuidadas e respeitadas", declarou L--. 
 
Certamente não seria ele , pois  teve OITO longos anos para fazer o que nunca fez. Ao contrário: fez o que nunca deveria ter sido feito.
 
LULA SÓ COM ARROZ E BRÓCOLIS